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Loja de tecidos

DECIO CARVALHO WEHBE

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

A indústria têxtil é considerada uma das mais antigas do mundo. Há milhares de anos, o homem construía seus abrigos com varas de madeira entrelaçadas com vime. Entrelaçando vime, ele também preparava a cama em que dormia. Essa foi a modalidade mais grosseira de manufatura têxtil. Com o passar do tempo, ele aprendeu a usar fibras mais macias como o linho, a lã, os pelos animais, e o algodão, passando a obter fios por processo manual. Os dados de maior confiança levam a crer, que o Egito com suas múmias revestidas de tecido, e a Índia, com seus famosos panos para vestimentas, constituíram o berço da indústria têxtil. Em épocas remotas, esta atividade veio a transformar-se numa operação doméstica tão vulgarizada, que chegou a ocupar metade da população da Índia. Neste país, em escavações arqueológicas, descobriram-se sinais de remotas plantações de algodão e, sabe-se que os primeiros tecidos, também tendo como base o algodão, surgiram igualmente na Índia, especialmente na cidade de Dacca, o maior centro produtor do país. A seda, por sua vez, tem na China a sua pátria - os chineses foram os primeiros a cultivar o bicho da seda e a aproveitar o casulo na fiação da seda natural. A seda é, ainda, um dos tecidos mais valorizados em toda a parte. Há notícias de sedas chinesas, com seus desenhos de dragões, pássaros e outros animais, que remontam a época da dinastia Han, no século I antes de Cristo, e os brocados chineses, comentados por Marco Polo, alcançaram seu apogeu no século XIV sob a dinastia Ming. Ao linho também cabe uma longa história, que começa no Egito e na Criméia, há cerca de cinco mil anos. Quando as primeiras grandes viagens começaram a ser empreendidas, redesenhando os contornos do mundo, as descobertas isoladas foram se espalhando. A seda, especialmente, fascinava o mundo. Chegava à Espanha, e ganhava a Europa. Aos poucos, grandes centros produtores se firmavam em cidades italianas, francesas e inglesas. Os teares eram todos manuais.

Hoje, a indústria têxtil tem se esmerado em usar toda a tecnologia mundial disponível para criar fibras e tecidos cada vez mais ajustados ao estilo de vida moderno. Presentes desde que o homem criou sua primeira vestimenta, o algodão e o linho reinaram soberanos até meados do século XIX, quando surgiram as primeiras fibras sintéticas ? acetato e viscose. O primeiro fio sintético de acetato de celulose foi criado na Alemanha em 1869. No princípio do século XX os químicos suíços Camille e Henri Dreyfus deram continuidade ao desenvolvimento da fibra, sendo bruscamente interrompidos com a chegada da Primeira Guerra Mundial, quando o acetato foi usado na fabricação de encerados para revestir os aviões franceses e britânicos. Somente em 1920 o acetato voltou a ser produzido comercialmente, pela British Celanese Ltda, utilizando o método Dreyfus. A viscose, fibra sintética de celulose derivada da polpa de madeira passou a ser produzida em 1905.

A segunda geração de sintéticos teve início em 1938 com o lançamento do nylon ? termo genérico para uma fibra sintética em que a substância formadora é qualquer poliamida sintética de cadeia longa que possua grupos recorrentes de amidas. As primeiras meias finas de nylon foram lançadas em 1940. Alguns anos depois apareceu a fibra sintética acrílica, usada para substituir a lã. Lançada em 1947, só foi produzida em escala comercial na década de 50 quando, surgiu no mercado a fibra de poliéster. Utilizada inicialmente na fabricação de tecidos para decoração, o poliéster foi usado com sucesso na fabricação de todos os tipos de roupa por ter como características o fato de não amarrotar, não deformar e secar rapidamente. Apesar de a tecnologia ser a favor do aperfeiçoamento das fibras sintéticas, os anos 80 foi marcado por períodos de ?rejeição? aos sintéticos. Quase um século após o aparecimento da primeira fibra sintética, a população mundial descobriu inúmeras desvantagens dos tecidos produzidos dessa forma.

Preterida no mercado têxtil, a indústria iniciou uma série de pesquisas para o aprimoramento do tecido, tendo como objetivo principal a eliminação das propriedades de desconforto amplamente difundidas nesse período.

As lojas de tecidos aparecem neste contexto como intermediária no acesso do consumidor a pequenas quantidades de varejo. A missão de uma loja de tecidos é apresentar as diversas tendências no mercado de tecidos, adequando esta realidade a realidade do mercado consumidor que a mesma está objetivando.

Este documento não substitui um plano de negócio. Para elaborá- lo procure o Sebrae.

Mercado


"Antes de abrir um negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:

Pesquisa em fontes como prefeitura, guias da cidade que listem seus concorrentes, o IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado alvo;
Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho;
Participação em seminários especializados.

Consumidor

A produção nacional de confecções de 2007 a 2009, em volumes de peças, cresceu 9,7%. Os artigos da linha para o lar obtiveram o crescimento mais alto: 15,4%. Os artigos técnicos e industriais, nesse período,  tiveram um aumento de 10,9% na produção.
O setor confeccionista brasileiro movimentou R$ 88,6 bilhões em 2009, com base nos preços médios de fábrica. Os segmentos de têxteis básicos (fios, tecidos planos e de malha) movimentaram R$ 40 bilhões no mesmo período.

Concorrência

O empreendedor deve visitar os concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
Outro ponto é identificar o grau de rivalidade destes concorrentes que formam a força competitiva. Os pontos que inicialmente devem ser analisados são: lealdade dos consumidores à marca concorrente; grau de concentração dos concorrentes; diferenças significativas de custos entre concorrentes; velocidade de ajuste de preços; capacidade ociosa da concorrência; variações na quantidade e periodicidade de pedidos e taxa de crescimento dos concorrentes.

Neste mercado, devem-se observar produtos/serviços substitutos que podem aumentar este ambiente de concorrência. Produto/serviço substituto seria todo aquele ofertado no mercado que pode suprir a necessidade do consumidor em uma relação de custo/benefício.

Fornecedor

Algumas questões devem ser analisadas e investigadas a fim de determinar o grau de rivalidade deste mercado fornecedor, são elas:

Em que grau, fornecedores individuais têm poder de negociar preços do insumo com uma empresa típica do setor varejista de venda de tecidos?
O segmento dos fornecedores é mais concentrado do que o segmento comprador?
As empresas do segmento comprador adquirem baixo volume em relação a outros compradores do segmento fornecedor?
Os fornecedores podem discriminar preços entre compradores específicos de acordo com a habilidade/disposição para pagar pelo insumo?
Após investigar e analisar estas questões, o empreendedor estará apto a um melhor posicionamento neste mercado.

Localização

Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a visibilidade, a proximidade com fornecedores, a segurança e a limpeza do local.

No caso da Loja de tecidos, o importante é a escolha de um lugar próximo da demanda e que atenda às necessidades operacionais do empreendimento.

O imóvel deve atender as necessidades operacionais do negócio, ter possibilidade de expansão e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet. A localização deve ter fácil acesso, possuir estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e contar com serviços de transporte coletivo nas redondezas.

A localização do ponto comercial é uma das decisões mais relevantes para qualquer negócio. No caso de loja de tecidos o ideal estar perto de serviços e venda de produtos complementares, como ruas de moda, armarinhos, feiras, e shoppings.

Cuidados na escolha do imóvel:

Antes de assinar um contrato de aluguel ou comprar um imóvel, é essencial verificar qual é a condição do Habite-se (autorização da prefeitura para que ele possa ser habitado) e as regras de ocupação de solo (cada cidade define regras específicas em leis de zoneamento). Em algumas áreas, não é permitido funcionamento de atividades comerciais. Além disso, imóveis que têm declaração residencial não devem ser usados para fins comerciais.

 

Exigências

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador ? profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço, deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário que se cumpra os seguintes procedimentos:

1) Consulta Comercial

Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa, o primeiro passo é realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo.

Órgão responsável:
Prefeitura Municipal;
Secretaria Municipal de Urbanismo.

2) Busca de nome e marca

Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada.

Órgão responsável:
Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

3) Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual

Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou do empresário junto a Receita Federal, através de pesquisas do CPF.

Órgão responsável:
Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples).

4) Solicitação do CNPJ

Órgão responsável:
Receita Federal.

5) Solicitação da Inscrição Estadual

Órgão responsável:
Receita Estadual

6) Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda

O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido.

Órgão responsável:
Prefeitura Municipal;
Secretaria Municipal da Fazenda.

7) Matrícula no INSS

Órgão responsável:
Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas ? INSS.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça às necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final.

Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não está sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à revenda, e não ao consumo da empresa.

Tais negociações se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.

Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Segundo o artigo 27 do CDC, o prazo para pedir a reparação dos prejuízos causados pela venda é de cinco anos.
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Estrutura

Para uma estrutura mínima de venda, estima-se ser necessária uma área de 90 m?2;, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes devem ser divididos em área para vendas e recepção dos clientes, gerência administrativa e financeira, banheiro e estoques.

O local de trabalho deve ser limpo e organizado sem caixas empilhadas e mercadorias amontoadas. A parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência, durabilidade e de fácil manutenção.

Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza. Cores claras facilitam a iluminação e proporcionam um ambiente mais limpo e agradável. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes, que economizam energia e proporcionam boa iluminação.

Estacionamento para carros e outros tipos de transportes públicos nas redondezas do imóvel a ser alugado devem ser contemplados na escolha do mesmo.

 

Pessoal

O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a empresa loja de tecidos exige a seguinte equipe:

Gerente: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Deve conhecer em profundidade o perfil dos clientes para definir o que comprar e quanto pagar pelos insumos. Pode ser o proprietário.

Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
Entender as necessidades dos clientes;
Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
Conhecer as tendências do mercado;
Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
Transmitir confiabilidade e carisma;
Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
Zelar pelo bom atendimento após a compra.

Estoquista: uma função crítica numa loja de tecidos, a eficiência de um estoquista tem um impacto significativo no sucesso da empresa e, especificamente, em manter um alto nível de serviço ao cliente.

Os dois primeiros cargos podem ser executados, inicialmente pela mesma pessoa a fim de reduzir custos.

No caso do cargo estoquista deve-se procurar uma pessoa com aptidão física que seja capaz de executar todo o serviço. Deve-se considerar o prazo de capacitação técnica de um profissional destes para que a empresa esteja apta a substituí-lo, eventualmente, de maneira a não impactar as vendas.

Um estoquista deve ter a seguinte capacitação:

Classificação ABC;
Contagem cíclica;
Contagem física anual;
Critérios para armazenagem de cilindros;
Critérios para armazenamento;
Gerenciamento de almoxarifado;
Gerenciamento de estoques;
Inventário físico e a contagem cíclica;
Paletização;
Periodicidade do inventário físico;
Sistemas de armazenamento;
Tipos de armazenamento.

O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que nesse segmento de negócio há uma tendência ao relacionamento de longo prazo com o cliente e à indicação de novos clientes.

A qualificação dos profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a desempenho do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:

Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
Agilidade e presteza no atendimento;
Capacidade de apresentar e vender os produtos da loja;
Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a convenção coletiva do sindicato dos trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

Equipamentos

Os materiais básicos para a instalação de uma loja de tecidos são:

Aparelho de fax;
Balcão de atendimento;
Cadeiras
Estantes para guardar volumes;
Impressora;
Mesa de corte;
Microcomputador;
Prateleiras;
Provadores com espelho;
Telefone.

A disposição das estantes, mesa de corte, prateleiras e provadores são importantes para proporcionar conforto e facilitar aos clientes encontrarem as peças desejadas. Ao fazer o layout da loja de tecidos, o empreendedor também deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Fornecedores de Equipamentos

CTIS
Tel: 0800 723-2847
http://www.ctis.com.br

Equipaloja
Rua São Caetano - 537 ? Luz
São Paulo - SP
Tel: (11) 3228-6633 / 0800 770 0717

Instant shop
Rua Magalhães Neto, 1752 Pituba
Salvador ? BA
Tel.: (71) 33420302

Metal Light
GO 070, km 01 nº 215, Recreio São Joaquim
Goiânia - GO.
Tel.: (62) 3297-1663

Multimídia Informática
Tamandaré, 20 Loja 5
Novo Hamburgo ? RS
Tel.: (51) 3035 2220
Site: http://www.multimidia.inf.br/

Matéria Prima

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

O estoque de mercadorias irá definir o sucesso da loja de tecidos. O empreendedor deve conhecer o perfil de sua clientela e adquirir peças que satisfaçam os seus desejos de consumo.

Uma forma de minimizar o risco do negócio é oferecer uma ampla variedade de tecidos. Com o tempo, será possível identificar as preferências dos consumidores e investir nas mercadorias com mais procura.

Pode-se dizer que em geral o sucesso de uma loja de tecidos está no giro de estoque, priorizando-se a movimentação de mercadorias ao invés da margem de lucro por produto. Ou seja, vale mais vender cinco produtos com uma margem de 20% do que vender um produto com margem de 100%. Isso pode variar dependendo do mercado no qual está inserido. Se você está num mercado de alto poder aquisitivo onde o perfil de compra é sofisticado, a coisa muda podendo as mercadorias com maior margem obter o maior giro no estoque.

A oferta de novidades é a principal fonte de atração de clientes. Além da renovação do estoque, o empreendedor pode aumentar a oferta de produtos através do lançamento de novas linhas de venda.

Fornecedores:

Têxtil King Indústria Ltda
R. Venceslau Brás, 368 Bairro Santa Paula
São Bernardo do Campo - SP
Tel: (11) 4221 1541

Alagoas
Dias e Viana Repres Ltda
(81) 3301 4108

Bahia
Raul Martins Repres Ltda
(71) 3351 2997

Goiânia
Chagas Repres Têxtil Ltda
(62) 3210 7184
Ceará
MJ Torres Repres Ltda
(85) 3226 2147

Paraná
RPS Guimarães Repres Comerciais Ltda ME
(44) 30251410

Processos Produtivos

O processo produtivo de uma empresa como a loja de tecidos pode ser agrupado em 4 grandes etapas:

1) Aquisição de mercadorias

Em uma loja de tecidos, ?vender bem? significa, acima de tudo, ?comprar bem?. O empreendedor deve ter perspicácia e sensibilidade para identificar oportunidades de aquisição que não demandarão muito tempo ou esforço para a revenda. A aquisição de mercadorias deve ser bem planejada e irão variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela. Vale ressaltar que toda essa análise deve ser voltada sob a ótica de mercado.
Para garantir a qualidade dos produtos, deve-se fazer uma rígida seleção no momento da aquisição. Evita-se a compra de roupas rasgadas ou manchadas, que dificilmente serão repassadas aos clientes.
Uma opção muito utilizada por em lojas de tecidos é a compra de pontas de estoque de lojas maiores ou fábricas. Nesta modalidade, a empresa consegue adquirir a mercadoria sempre com preços atrativos ou depreciados e uma quantidade que seja muitas vezes menor que a quantidade mínima exigida por uma fábrica. Esta modalidade diminui o risco de estoque encalhado e reduz o valor necessário para capital de giro.
O empreendedor também pode buscar produtos em outras cidades e países. A manutenção de uma extensa rede de contatos de pessoas e lojas assegura uma fonte de abastecimento perene e garante a oferta de novidades aos clientes.

2) Triagem e armazenagem

As mercadorias adquiridas passam por uma triagem para separar e classificar o estoque.
Para efetuar estudos sobre estoques, resultados das vendas, fornecedores, desempenho de compradores etc., é necessário que o sistema informatizado usado para a gestão dos estoques e compras tenham, ao menos, os seguintes classificadores:

Novidade: é a mercadoria que aparece no mercado, atinge bons picos de venda, porém tem um ciclo de vida muito pequeno;
Moda: é a mercadoria que normalmente se vende durante várias estações, porém suas vendas podem variar dramaticamente de uma estação para outra face às mudanças de design;
Básica: também chamada de mercadoria de reposição normal, são aquelas mercadorias que tem uma demanda contínua durante muito tempo, não sendo muito afetadas pela mudança de design;
Sazonal: são aquelas mercadorias que tem sua demanda afetada de forma dramática pelas estações do ano.

A utilidade de usar a classificação por perfil de demanda está na identificação das respectivas formas de projeção de vendas, no uso de técnicas diferenciadas para planejamento de estoques e na possibilidade de serem colocadas data críticas nos sistemas de gestão de estoques; a partir das quais as compras devem ser iniciadas e terminadas, de acordo com o evento ou a estação em perspectiva.

3) Venda:

A organização é fundamental para o cliente encontrar com rapidez o que procura. Neste momento o orçamento deve estar à mão, que garante os níveis de serviço esperado no momento da procura.

4) Pós-venda:

Um bom serviço de pós-venda pode garantir a longevidade do negócio. Estar sempre em contato com seus clientes garante que a empresa sempre será lembrada e recomendada.

 

Automação

Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma empresa de venda de tecidos (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br). Seguem algumas opções:

AS Gestor empresarial 1.59;
Empresarial Master Plus 2.0 (gratuito);
Empresarial Master Senior 2.0 (gratuito);
Express Gestão de Tele-vendas (gratuito);
Gestão de Clientes (CRM) 2.10;
Hábil empresarial (gratuito);
Praticus Gestão empresarial;
TOTUS FREE 70608 (gratuito).

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades, tais como:

Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta corrente);
Contas a pagar e receber;
Fluxo de caixa;
Emissão de pedidos e orçamentos;
Controle de taxa de serviço;
Lista de espera;
Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do resultado operacional da empresa.

Alguns Fornecedores de softwares (não gratuitos):

Acre:
Infocenter Informática
Av. Rodrigues Alves, 60 1º Piso Sala 2 - Centro
Cruzeiro do Sul - AC - Brasil
Tel.: (68) 3322-5121
Skype: infocenter.czs
jonasamado@gmail.com

Bahia:
P&G Informática
Rua Sérgio de Carvalho, 650 1ºandar - Vasco da Gama
Salvador - BA - Brasil
Tel.: (71) 3334-2400
Skype: pginfo
eden@pginfo.com.br

Rio de Janeiro
Hime System
Rio de Janeiro - RJ
Telefones: (21) 2548-3508, 2236-6407, 9617-6886
http://www.hime.com.br

São Paulo
Ampla Sistemas e Comércio Ltda
Storecare - Software para automação comercial de varejo
Rua Roma, 620. Lapa
São Paulo - SP
Telefone: (11) 3864-6556 Fax : (11) 3864-8212
eMail: comercial@amplasistemas.com.br< BR>http://www.ampl asistemas.com.br/html/nossosprodutos.shtml

Tocantins:
TonerPrint e Soluções
Av. Prefeito Joao de Souza Lima, 79 - Centro
Araguaína - TO - Brasil
Tel.: (63) 3414-0673
Skype: robson_batista_dos_santos
robson_santos22@hotmail.com

Estados Unidos
Virginia:
Pinogy Corporation PO Box 5115
Herndon, VA 20172
877-360PET1
sales@360PET.com

Canal de Distribuição

Como o produto oferecido por uma loja de tecidos exige, normalmente, que o consumidor escolha, prove e confira a mercadoria, o canal de distribuição desta loja de tecidos resume-se à própria loja. Outra maneira seria promover um site que faça as vendas de forma automatizada e de uma seleção de produtos que possam ser vendidos através da internet.

Independentemente do canal de distribuição adotado, o sucesso de um negócio depende, principalmente, da capacidade de percepção de oportunidade do empreendedor e da sua agilidade para adaptar seus canais às tendências criando novas formas de fazer sua empresa ser conhecida por seus clientes.

 

Investimentos

O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Empresa de venda de tecidos no varejo, estabelecida em uma área de 90 m?2;, exige um investimento inicial estimado em R$   88.090,00  (oitenta e oito mil e noventa reais)  aproximadamente, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:

Abertura da empresa: R$ 1.000,00;
Aparelho de fax R$ 300,00;
Cadeiras R$ 150,00;
Capital de giro R$ 12.000,00;
Desenvolvimento de uma página na internet R$ 1.500,00;
Estantes para guardar volumes R$ 3.570,00;
Estoque inicial R$ 30.000,00;
Impressora R$ 300,00;
Marketing inicial R$1.000,00;
Microcomputador R$ 1.500,00;
Prateleiras R$ 3570,00;
Reforma do local R$ 10.000,00;
Telefone R$ 100,00;
Veículo R$ 23.000,00.

Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no Sebrae.

Capital de Giro

Custos

Os custos de uma loja de tecidos são os gastos realizados na formação de seu estoque. O objeto de custo são os tecidos que deve ter cada um, uma ficha técnica, referindo-se ao preço que foi comprado, data e quantidade.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos no negócio indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

As despesas são os gastos realizados para operar o negócio e devem ser estimadas considerando os itens abaixo:

Água, luz, telefone e acesso a internet;
Aluguel, taxa de condomínio, segurança;
Assessoria contábil;
Despesas com armazenamento e transporte;
Despesas com vendas;
Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
Propaganda e publicidade da empresa;
Recursos para manutenções corretivas;
Salários administrativos.

Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:

Comprar pelo menor preço;
Evitar gastos e despesas desnecessárias;
Manter equipe de pessoal enxuta e treinada.

Como agregar valor

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. No caso de uma empresa que atua na venda de tecidos no varejo, há várias oportunidades de diferenciação, tais como:

Atendimento diferenciado;
Qualidade dos produtos ofertados;
Ampliação de linhas de vendas, como artigos de armarinho, costura e moda em geral etc.

Divulgação

A divulgação é um componente fundamental para o sucesso de uma empresa de venda de tecidos. As campanhas publicitárias devem ser adequadas ao orçamento da empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes:

Confeccionar folders e flyers para a distribuição em empresas e residências;
Oferecer brindes para clientes que indicam outras clientes;
Anunciar em jornais de bairro e revistas locais;
Oferecer descontos e pacotes promocionais para produtos combinados;
Montar um website com a oferta de produtos e demais valores empresariais para alavancar as vendas.

Montar um website é um dos principais meios de divulgação para dinamizar as vendas, assim torna-se mais disponível os produtos e propostas de valor que se pretende ofertar. Um axioma muito conhecido no varejo diz que "aquilo que não se expõe não se vende".

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.

 

Informaçes Legais

Eventos

O empreendedor deve ficar atento, não só às feiras de tecidos, mas qualquer evento que envolva moda, onde pode haver potenciais consumidores do produto a ser ofertado.

Minas Trend Preview 
Local: Belo Horizonte
Site: http://www.minastrendpreview.com

Pronegócios -13ª Rodada Internacional de Negócios de Brusque
Brusque - RS
http://ampe.com.br/brusque/

Premiere Brasil
São Paulo
http://www.premierebrasil.biz/

Premiere Vision
Nova Iorque ? EUA
http://www.premierevision-newyork. com/

Who´s Next e Première Classe Paris
Paris - França
http://www.whosnext.com/
Fashion Rio
Local: Rio de Janeiro
Site: http://www.fashionrio.org.br/

Salão Moda Brasil
Local: São Paulo
Site: http://www.salaomodabrasil.com.br

Encontro da Moda
Local: São Paulo
Site: http://www.encontrodamoda.com.br
Maquintex
Local: Fortaleza
Site: http://www.maquintex.com.br/

Brasil Fashion Designers
Local: Fortaleza
Site: http://www.brasilfashion-d.com.br/

Tecnotextil
Local: São Paulo
Site: http://www.tecnotextilbrasil.com.br


Entidades

A seguir, são indicadas as principais entidades de auxílio ao empreendedor:

ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil
Rua Marquês de Itu, 968 - Vila Buarque
São Paulo - SP
Tel: (11) 3823.6100
Fax: (11) 3823.6122
E-mail: abit@abit.org.br
http://www.abit.org.br

Receita Federal
Brasília ? DF
Website: http://www.receita.fazenda.gov.br

SNDC - Sistema Nacional de Defesa do Consumidor
Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede.
CEP: 70.064-900.
Brasília ? DF
Fone: (61) 3429-3000
Website: http://www.mj.gov.br

Normas Técnicas

Não existem normas técnicas aplicáveis ao negócio

Glossário

Seguem alguns termos técnicos que poderão ser úteis no dia-a-dia da atividade empresarial:

Acetato: o acetato ou raiom acetato, é uma fibra artificial a base de celulose, obtida por processo semelhante ao da viscose, utilizada como substituta da seda natural, o consumo do acetato é reduzido, especialmente no caso de aplicações têxteis. Embora apresentando características gerais similares às da viscose, não reage bem aos processos normais de tingimento, exigindo a utilização de técnicas especiais. Suas maiores aplicações estão na produção de filtros para cigarros, rendas, cetins e material de estofamento.

Acrílico ou Poliacrílico: fibra sintética que embora sendo a menos consumida dentre as fibras químicas têxteis, o acrílico, por suas características, ocupa espaço próprio no setor de confeccionados têxteis como o melhor substituto da lã.

Algodãozinho ou Algodão: nome genérico utilizado para denominar qualquer tipo de tecido cru ou alvejado, geralmente com ligamento sarja, feito com fibras de algodão.

Alpaca: tecido barato de algodão ou viscose empregado em forros de roupas. Originário de tecido antigo, fino e brilhante, que era produzido com fios dos pelos da Alpaca.

Bailarina: tecido de malha de poliamida texturizada, de gramatura média.

Batik: tecido muito antigo de algodão, estampado e produzido na Índia e Indonésia. Atualmente, ainda muito utilizado, ele é estampado com o processo à cera e após pintado a mão, o que lhe confere uma característica original e delicada.

Bouclê: tecido com efeito fantasia de laçadas, resultando numa textura crespa, produzido com fio fantasia do mesmo nome, que é um fio retorcido onde aparecem laçadas e nós, resultando uma textura crespa, o nome origina-se da palavra francesa "boucler" que significa encaracolar.

Brim: tecido forte com desenho em sarja, de algodão. Ele se assemelha ao coutil, jeans, denim. Atualmente é muito utilizado além de confecção (calças, bermudas, uniformes, etc.), para decoração, toalhas de mesa, guardanapos, fundo de palco, etc.

Cambraia ("Batiste"): tecido de algodão ou linho leve, com desenho tafetá, para camisas e blusas finas, semelhante ao Batiste. Nome originado da cidade de
Cambraia, França.

Canvas: tecido pesado de algodão em ligamento tela, usado para calças tipo jeans.

Cetim: tecido de aspecto brilhante, absolutamente liso, obtido a partir de flutuações dos fios de urdume. O Cetim pode ser de qualquer matéria- prima, com densidade elevada de fios no urdume. O toque é em geral fluido e macio, e o aspecto brilhante. Todos os cetins podem ser brilhantes, semi-opacos ou opacos, conforme a matéria (acetato, viscose, poliéster, etc.), a torção ou o tratamento do acabamento (como na seda).

Chiffon: origina-se na palavra francesa que significa trapo. Trata-se de tecido muito fino e transparente de seda ou de fibras químicas (normalmente poliéster ou poliamida), com fios com grande torção e resistentes. É um tecido aberto, o que lhe dá transparência. Utilizam-se fios retorcidos, usualmente dispostos de forma alternada , um fio com torção no sentido S e outro em sentido Z, tanto no urdume quanto na trama.

Chintz (Chint, Chinte): tecido de algodão, muito leve, tafetá, estampado com acabamento firme e brilhante,com calandragem muito utilizado em decoração de ambientes.

Escocês: tecido com ligamento tafetá ou sarja, de qualquer matéria prima, cujos fios são tintos em várias cores para produzir um efeito de xadrez de diferentes tonalidades, ou seja, uma mistura de listras e barras de tamanhos e cores idênticas.

Flocagem: processo que permite colar sobre um tecido qualquer, uma camada de pêlos, a partir do processo eletrostático. O tecido recebe uma camada de cola (uniforme ou em apenas alguns lugares) e após introduzido em um câmara eletrostática, a qual eletriza os pêlos, colocando-os em pé sobre o tecido. Após, o tecido é seco e polimerizado para fixar os pêlos. Ver: Veludo

Folheado: é o tecido feito a partir de um véu de fibras têxteis, não feltrantes, mantidas juntas por meio de um adesivo ou por fusão de fibras termoplásticas. Apresenta três sub-tipos: com fibras orientadas, com fibras cruzadas e com fibras dispostas ao acaso.

Gabardine ou Gabardina: tecido de algodão ou fio sintético, bem estruturado, com textura aparente de sarja 2/1, 3/1 ou múltipla, em um angulo de 45º, o que produz um aspecto diagonal. Aplicações: calça, capa, casacos de verão, etc.
Ver: Gabardine Viena, Gabardine Extra, etc. Este nome também é dado a peça de vestuário feita com este tecido impermeabilizado, mais ou menos comprida, com ou sem capuz, usada para proteger da chuva; impermeável. A palavra "Gabardina" em espanhol significa sobretudo impermeável ou capa de chuva.

Godê: tecido cortado enviesadamente, na confecção de uma peça de vestuário, principalmente saia.

Lã: fibra natural de origem animal, macia e ondulada obtida principalmente do pelo das ovelhas domésticas, e de outros animais como o camelo, a alpaca, as cabras de Angorá e de Kashmir, a lhama e a vicunha, e utilizadas na fabricação de tecidos. A lã se diferencia do pêlo pela natureza da superfície externa das fibras. A superfície varia de acordo com a espessura e a ondulação da fibra. Devido a essa ondulação, a lã tem uma elasticidade e uma resistência longitudinal maiores que outras fibras naturais.

Linho: fibra natural de origem vegetal procedente do talo do linho, tem como principal característica, o aspecto rústico, o que natural de sua fibra quando combinado com a viscose torna-se bastante favorável ao processo de tingimento. O linho é uma fibra bastante forte. Os tecidos de linho são duráveis e fáceis de serem submetidos a certos trabalhos de manutenção, tais como a lavagem. Quando molhados, a resistência dos mesmos pode ser 20% superior ao mesmo tecido em estado normal. As fibras de linho têm aparência lustrosa. Este elevado "brilho" natural é proporcionado pela remoção de ceras e outros materiais. As fibras de linho não "encolhem" nem "alongam?. Os tecidos, assim como os dele feitos,também estão sujeitos a estas situações.

Malha: malhas são tecidos produzidos com base em métodos de formação de laçadas. Embora se desconheça a data da descoberta do método manual de fazer malha ou tricotar, recentes descobertas de tecidos de malha no Egito, provam que este método já era conhecido no século V a.C. É de notar no entanto que o 1º tear de malha surgiu nas Inglaterra em 1589. Chama-se malha de trama a todo o tecido produzido por processos de fabricação nos quais pelo menos um fio de trama é transformado em malha.

Organdi: tecido leve semelhante a musseline, com acabamento engomado. A musseline recebe uma purga completa para eliminar toda a goma e depois é tinta. O Organdi perde na purga somente 10% da goma (tinto em cru), o que lhe dá um toque encorpado.

Organza: tecido fino e transparente, de trama simples, em geral de fio poliamida, e mais encorpado e armado que o organdi. Ver: Organza Lisa e Cristal.

Poliéster: fibra sintética, também conhecida como "tergal". O poliéster é utilizado em malharia, vestuários, 100% ou em misturas, pode ser utilizado tanto para camisaria, quanto para parte de baixo. Sua característica, porém é de pouquíssima absorção de umidade. O poliéster é a fibra química que tende a apresentar maior crescimento e poder de competição, em decorrência de seu baixo custo, sendo a mais barata das fibras, sejam elas químicas ou naturais e dos melhoramentos tecnológicos que possibilitam que esta fibra se torne cada vez mais semelhante ao algodão.

Tergal?Algodão: Fibra curta que se mistura ao algodão, para utilização em praticamente todas aplicações em que se usa 100% algodão. Em alguns casos, ela se mistura à viscose curta para aplicações similares ás do algodão. São demonstradas algumas misturas entre tergal ? algodão para fiação de anel e "open- end".

Raiom: fio ou tecido artificial composto a partir da celulose. No princípio foi chamado seda artificial, por ter uma consistência semelhante, basicamente temos dois tipos de raiom o raiom acetato e o raiom viscose. A fabricação de fios de raiom e de todas as fibras manufaturadas é feita mediante extrusão.

Seda Artificial: fios artificiais feitos a partir de produtos naturais, mas com processo mecânico. De modo geral, trata-se dos fios acetato e viscose, que entraram no mercado internacional antes dos fios sintéticos, derivados da petroquímica. Foram inventados vários fios artificiais, dos quais sobram dois, ainda muito utilizados: acetato e viscose, os dois a base de Celulose. No início foi também utilizada a palavra "Rayonne" (Raiom), para nomear estes dois fios.

Suplex ®: fibra DuPont Sudamerica S/A é indicado para tecidos esportivos, visto que alia as propriedades das malhas de algodão, confere maciez e flexibilidade a peças confeccionadas, em adição a durabilidade e resistência do nylon (poliamida). Devido ao sistema de texturização a ar, desenvolve um toque parecido com o do algodão, aliado a vantagens das fibras sintéticas. Tecido que proporciona conforto, resistência, caimento e possui uma secagem relativamente mais rápida que outros tecidos.

Veludo: É um tecido muito antigo, criado na Índia. Depois apareceu na Europa, após ter sido importado durante muito tempo. Nos séculos XIV e XV foi fabricado exclusivamente na Itália, onde se tornou famoso nas seguintes cidades: Veneza, Florença, Gênova, Milão.

Viscose: fibra artificial obtido a partir da "Viscose", que é uma solução viscosa obtida pelo tratamento de celulose, de grande importância industrial, especialmente no fabrico do raiom, do acetato e do celofane, os fios e fibras de viscose são semelhantes ao algodão em absorção de umidade e resistência à tração; apresentam toque suave e macio e um caimento comparável ao do algodão. A viscose pode ser utilizada pura ou em combinação com outras fibras, nas mais diferentes proporções e tipos de misturas, e os tecidos com ela produzidos atingem todos os segmentos do mercado têxtil: tecidos planos, malhas, cama, mesa, banho, bordados e linhas.

Dicas de Negócio

As Lojas de tecidos registram um aumento de vendas no período de troca das estações, quando as roupas recém-lançadas nos shoppings ainda estão muito caras. Em compensação, as liquidações em lojas convencionais costumam reduzir as vendas de tecidos, exigindo cuidados na administração dos estoques e do fluxo de caixa.

Mais do que em outros negócios, convêm zelar pelo bom tratamento às pessoas que chegam à loja comprar ou mesmo especular, já que elas serão os futuros clientes do empreendimento.
 

Caracteristicas

O empreendedor precisa estar atento às tendências do mercado e aos hábitos de seus clientes. Deve identificar os movimentos deste mercado e adaptá-los à sua oferta, reconhecendo as preferências dos clientes e renovando continuamente a oferta de produtos.

Os comportamentos observados em empreendedores de sucesso geraram um conjunto de características, resultantes em padrões de condutas. Pessoas que assim se comportam possuem características de comportamento empreendedor, tais como:

Busca constante de informações e oportunidades;
Iniciativa e persistência;
Comprometimento;
Qualidade e eficiência;
Capacidade de estabelecer metas e assumir riscos;
Planejamento e monitoramento sistemáticos;
Independência e autoconfiança;
Senso de oportunidade;
Conhecimento do ramo;
Liderança.

Bibliografia

Bibliografia complementar

ECO, Umberto et al. Psicologia do vestir. 3. ed. Lisboa: Assírio & Alvim,.1989.
EMBACHER, Airton. Moda e identidade: a construção de um estilo próprio. São Paulo: Ed. Anhembi ? Morumbi, 1999.
HOLLANDER, A. O sexo e as roupas: a evolução do traje moderno. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.
JOFFILY, R. M. V. Um trabalho sobre moda. Rio de Janeiro: Salambra, 1989.
LURIE, Alison. A linguagem das roupas. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
QUEIROZ, Fernanda e ANHESINE, Célia. Terminologia do vestuário. Rio de Janeiro: Ed. Escola SENAI, [1980?].

Sites consultados
ABIT. Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. Disponível em: <www.abit.org.br>>. Acesso em 25/11/2008.
IEMI. Instituto de Estudos e Marketing Industrial. Disponível em: <www.iemi.com.br> Acesso em 25/11/2008.