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Taxista

Roberto Chamoun

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Em muitos países os serviços de táxi são atividades de interesse público e como tal reguladas pelo governo. No Brasil, os carros que prestam este serviço são autorizados a trabalhar através de licenças emitidas pelas Prefeituras, bem como, os taxistas (condutores autorizados) só podem exercer a atividade, após credenciados no órgão municipal de trânsito responsável.

Portanto, para se tornar um taxista (condutor credenciado) o interessado em exercer a atividade irá precisar de um carro também licenciado. Como o número de interessados (condutores), em geral, é superior as licenças disponíveis (Permissões ou Alvarás como também são conhecidas), comumente, estas licenças adquirem um valor de mercado elevado em algumas cidades, podendo chegar a cerca de R$ 300 mil, dependendo do tipo (livre ou privativa) e do ponto de estacionamento, como é o caso das licenças privativas para estacionamento no Aeroporto de Congonhas localizado na cidade de São Paulo.

Para aquelas pessoas que não puderem ou não quiserem gastar com uma licença, ela pode optar em trabalhar com um taxi de frota. Taxis de frotas são veículos de empresas de taxis que ficam disponíveis para taxistas em troca do pagamento de um valor diário, semanal ou mensal. Em São Paulo, esse valor diário pode variar entre 85 e 115 reais + combustível. Outras alternativas disponíveis em algumas cidades brasileiras é de alugar um taxi de uma Associação ou Cooperativa, ou mesmo alugar um carro de outro taxista (também chamado de preposto ou auxiliar).

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo

Mercado

Segundo a ADETAXI ? Associação de Taxi de Frota do Município de São Paulo somente nas capitais brasileiras existem cerca de 140.000 taxis em circulação. No Brasil a maior frota pertence ao município de São Paulo que tem cerca de 33.000 carros, seguido por Rio de Janeiro (32.000) e Salvador (7.800).

Comparação feita pelo Jornal Extra (disponível em http://extras.ig.com.br/infograficos/taxi. Acesso em 15 mai 2011) mostra que a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, é a Capital com a menor relação de táxi por habitante (1 táxi para cada 1.632 habitantes), seguida por Goiânia (1.058/habitante) e Curitiba (776/habitante). O Rio de Janeiro é a cidade que cobra o maior valor de bandeirada inicial e, Belém é a capital que apresenta o maior preço por km percorrido.

O incremento populacional de pequenas e médias cidades brasileiras associados ao aumento do poder de compra da população do país, observado nos últimos anos, são fatores que, aliados a perspectiva da realização de jogos da Copa do Mundo de 2014 em algumas capitais brasileiras, potencializam a geração de grandes oportunidades para o setor.

Em 19 de junho de 2008 foi aprovada a Lei 11.705, modificando o Código de Trânsito Brasileiro. Apelidada de "lei seca", proíbe o consumo da quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) por condutores de veículos. A entrada em vigor desta Lei fez aumentar o uso dos serviços de táxi em muitas cidade brasileiras.

Os serviços de táxi são inegavelmente um serviço público essencial e, sob o ponto de vista do interesse da população, seria mais bem regulado pelas Prefeituras se fossem observados princípios como: características urbanas, demográficas, renda, relação táxi por habitante, concorrência, disponibilidade de outros meios de transporte, fluxo turísticos peculiares a cada cidade, dentre outros fatores.

Contudo, o modelo atual adotado em muitas cidades brasileiras é aquele onde os operadores são selecionados através de licitação, mas, em alguns casos, autorizando-se a transferência de permissão. Especialistas acreditam que esta seja a causa de distorções observadas em relação aos serviços de táxi em muitas cidades: permissões com preços muito elevados contrastando com serviços de baixa qualidade, alto custo das tarifas, número total de remissões / alvarás concedidos em desacordo com a real necessidade da cidade, transporte clandestino (?táxi-pirata?), dentre outros problemas.

Localização

A prestação de serviço pelo taxista se dá, através de três formas principais de localização:

Pontos de táxi: Nos pontos de táxi os veículos são organizados no Sistema PEPS (Primeiro a Entrar ? Primeiro a Sair), ou seja, a ordem de chegada no ponto de táxi determina a de saída. Algumas cidades (como São Paulo, por exemplo) adotam o sistema de concessão de alvarás de estacionamento de 2 tipos: i) livre: o ponto de estacionamento que pode ser utilizado por veículos de qualquer categoria de táxi, observada a quantidade de vagas fixadas; ii) privativo: o ponto de estacionamento exclusivo para veículos da categoria táxi comum e luxo - pessoas físicas ou jurídicas vinculadas ao ponto no respectivo alvará. Pode ter um ou mais segmentos ? prolongamento.

Bandeirada: O segmento bandeirada é aquele onde os taxistas procuram os passageiros nas ruas.

Radio táxi. Os carros que trabalham sob o sistema de rádio-taxi são aqueles onde o serviço é solicitado por meio de telefone para uma central que direciona via rádio o carro mais próximo para atender o passageiro. Neste caso o taxista deverá estar vinculado a uma associação, empresa ou cooperativa de táxi.

Exigências

Como pré-requisito para o exercício da profissão de taxista o candidato deve possuir a CNH ? Carteira Nacional de Habilitação na CATEGORIA (mínima) "B" (destinada a condutor de veículo motorizado cujo peso bruto total não ultrapasse a 3.500kg e cuja lotação não exceda a 08 (oito) lugares, excluído o do motorista, e que tenha a idade mínima de 18 (dezoito) anos), deve constar a inscrição na CNH o texto: "EXERCE ATIVIDADE REMUNERADA", que se consegue fazendo o exame psicotécnico no momento da emissão, renovação ou de alteração de dados da CNH.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, compete ao DENATRAN expedir a Carteira Nacional de Habilitação. No entanto, compete aos órgãos executivos estaduais, o DETRAN, aferir através de exames se o candidato está ou não habilitado a conduzir. O candidato à obtenção da CNH deve preencher os seguintes requisitos:
I - ser penalmente imputável;
II - saber ler e escrever;
III - possuir carteira de identidade ou equivalente.


A Constituição Federal ? Art. 30. Determina que competem aos Municípios: § V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial. Desta forma, o empreendedor deverá consultar a legislação de seu município para se interar das exigências e condições do exercício da profissão de taxista na cidade onde pretende exercer a atividade.

Em geral as licenças (Permissões ou Alvarás) para exploração dos serviços de táxi são concedidas pelos municípios da seguinte forma:

I ? Profissionais autônomos, proprietários de até 03 (três) veículos.

Para o motorista profissional autônomo obter a permissão concedida pelas prefeituras, ele deve estar previamente inscrito no cadastro de motoristas de táxis da secretaria de transportes do município. Dentre as exigências mais comuns para cadastramento, incluem-se:
a) Apresentação de RG, CPF e CNH profissional (mínima categoria ?B?);
b) Apresentação do comprovante de residência no município;
c) Certidão da Vara de Execuções Criminais do Município;
d) Certificado de conclusão do curso específico para condutores de Táxi realizado em algum CET ? Centro de Educação para o Trânsito credenciado pelo Município.

Outras exigências para a concessão de licença para exploração dos serviços de taxista autônomos são:
a) Ser proprietário do veículo (1);
b) Estar inscrito como contribuinte no Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza (ISS) do Município e estar devidamente quitado;
c) Estar inscrito como contribuinte autônomo no Instituto Nacional de Seguridade Social;
d) Declaração de não possuir outra permissão no Município;
e) Apresentar certidão negativa de débito para com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;


II ? Empresa legalmente constituída (Frota de Taxi), cuja frota mínima seja de quatro veículos.

Para conhecer as exigências gerais para registro da pessoa jurídica consulte o Portal do SEBRAE - Guia prático para o registro de empresas. Disponível http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/vou-abrir/registre-empre sa/formalize/integra_bia?ident_unico=14. Acesso em12 mai 2011.

Observações:
(1) O profissional também pode exercer a atividade mesmo não sendo proprietário do veículo. Vide item ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO.
(2) Estas exigências podem variar de município para município. Verifique na Secretaria de Transporte do seu município as exigências para ingressar no Cadastro de Motoristas de Táxis de sua cidade e obtenção da licença para condutor (taxista). Para disciplinar a atividade muitas cidades brasileiras possuem o seu REGULAMENTO DOS SERVIÇOS DE TÁXIS. Alguns exemplos são apresentados abaixo:

Niterói ? RJ: Disponível em http://www.nittrans.niteroi.rj.gov.br/transporte/legislataxi/dec4150.pdf. Acesso em 10 mai 2011.

Curitiba ? PR: Disponível em http://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/PORTAL//legislacao/Regulamento_do_Taxi.pdf. Acesso em 11 mai 2011.

João Pessoa ? PB: Disponível http://www.joaopessoa.pb.gov.br/legislacao/sttrans/dec_3433_98_taxi.pdf. Acesso em 12 mai 2011.

Recomendamos ao empreendedor também efetuar consulta, em relação à legislação aplicável à atividade, emitida pelo Legislativo de seu Estado.

Em relação à legislação Federal aplicável ao exercício da atividade destacamos:

- Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.

- LEI Nº 11.705, DE 19 DE JUNHO DE 2008. Altera a Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, que ?institui o Código de Trânsito Brasileiro?, e a Lei no 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4o do art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por condutor de veículo automotor, e dá outras providências.

- RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 168, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2004 - Estabelece Normas e Procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores e elétricos, a realização dos exames, a expedição de documentos de habilitação, os cursos de formação, especializados, de reciclagem e dá outras providências. Para acesso a outras deliberações, resoluções e portarias do CONTRAN ? Conselho Nacional de Trânsito e DENATRAN ? Departamento Nacional de Trânsito utilize o link http://www.denatran.gov.br/. Acesso em 12 maio 2011.

- Lei 8.989, de 1995, prorrogada pela Lei 11.941/2009, art. 77, até 31.12.2014. Isenção de IPI e IOF para Taxistas.

Projeto de Lei 3.232/04 - Proposta que regulamenta a profissão de taxista, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. Maiores detalhes disponível em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/191730.html. Acesso em 14 mai 2011.

Estrutura

Para os taxistas autônomos (carro próprio, co-proprietário ou auxiliar), em geral não é exigida estrutura própria de apoio, para concessão da licença. Normalmente estes profissionais utilizam serviços terceirizados de mecânica, funilaria, pintura, abastecimento, etc. Uma opção para os taxistas autônomos que queiram contar com uma estrutura de apoio é associar-se a uma cooperativa ou associação de taxistas onde serviços tais como central de chamadas, mecânica, etc. podem ser compartilhados mediante determinado pagamento.

Da pessoa jurídica que pretende explorar o serviço de transporte de passageiros em veículos de aluguel a taxímetro, outra forma de definir a atividade, é comum os municípios exigirem prova de que estas dispõem de garagem com capacidade mínima para recolhimento de 60% (sessenta por cento) da frota total, com áreas equivalentes a 20 m2 por veículo e com superfície coberta de pelo menos 20% (vinte por cento), para execução de serviços gerais de manutenção;

Pessoal

Embora a licença para exploração do serviço de taxi seja concedida, em muitas cidades, para profissionais autônomos e empresas legalmente constituídas, o serviço, propriamente dito, de transporte de passageiro no táxi é prestado por um único profissional, sem a necessidade de colaboradores.

Equipamentos

O equipamento imprescindível para o exercício da atividade é o carro. Para serem utilizados no serviço de transporte de passageiros na forma de táxi, em geral os carros devem satisfazer além das exigências do CTB e Legislação correlata, as seguintes exigências estabelecidas pelos municípios:
I. Encontrar-se em bom estado de conservação e funcionamento;
II. Utilizar a pintura padronizada e demais caracterização para táxi exigida pelo município.
III. Fabricação não superior a 08 (oito) anos;
IV. Estarem equipados com:
a) extintor de incêndio de capacidade proporcional à categoria do veículo Táxi e no modelo aprovado por resolução do Conselho Nacional de Trânsito;
b) taxímetro ou aparelhos registradores, em modelo aprovados, devidamente aferidos e lacrados pela autoridade competente;
c) caixa luminosa com a palavra ?TÁXI?, sobre o teto, dotada de dispositivo que apague sua luz interna automaticamente, quando do acionamento do taxímetro;
d) dispositivo que indique a situação ?livre? ou ?em atendimento?;
e) cintos de segurança em perfeitas condições;
f) luz de freio elevada (brake light), na parte inferior interna (vidro traseiro);
V. conterem nos locais indicados:
a) a identificação do proprietário e do condutor;
b) o dístico ?É PROIBIDO FUMAR?;
c) o número da placa de registro pintado nas portas dianteiras e a parte externa do teto, logo acima do vidro traseiro e internamente no painel;
d) identificação externa da empresa proprietária, através de siglas e símbolos previamente aprovados;

Nota: Estas exigências podem mudar de cidade para cidade, tais como número de portas do veículo, potência do motor, ar-condicionado, etc.

Matéria Prima

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.Não se aplica a este negócio.

Processos Produtivos

O trabalhador que pretende exercer o ofício de taxista tem três opções:

Trabalhar como Taxista de Frota
Em muitas cidades brasileiras existem as Frotas de Taxi, que oferecem vagas para Taxistas que não querem investir na compra de um taxi. Em São Paulo, existem 58 frotas, que em conjunto oferecem cerca de 3.300 vagas ou cerca de 10% do total. Em recente pesquisa, realizada em escolas de formação de condutores, trabalhar numa frota foi a opção preferida para a maioria dos entrevistados. Esse número tende a ser ainda maior quando o aluno se forma e começa a pesquisar a compra de um taxi próprio. Nas frotas de taxis, existem taxistas que trabalham a 20 anos na mesma empresa. Há inclusive famílias inteiras, que escolheram ser taxistas. As frotas servem também de experiência para o taxista antes dele comprar seu próprio táxi, se esta for sua opção. Ao invés dele disponibilizar todo seu capital na compra do veículo e alvará, ele pode deixar seu dinheiro aplicado e trabalhar numa frota. Se gostar da nova profissão escolhida, ele já terá adquirido experiência necessária e a certeza de um bom investimento. Muitos dos atuais taxistas particulares já trabalharam em uma frota.

Comprar seu próprio táxi
Como em qualquer lugar do mundo, o mercado de taxis é restrito e a emissão de alvarás (licença do veículo) é controlada pelo Órgão Público. No Brasil, este controle cabe ao Município. Portanto, para ter seu próprio táxi, além de comprar um veículo nos padrões exigidos pelo Município, o interessado deve obter um alvará, que é comercializado por terceiros ou pelo proprietário de um alvará (licença). Após comprar o alvará e o veículo, o interessado deve colocar o taxímetro e pagar as taxas municipais. Recomenda-se que o interessado também faça um seguro do veículo e poupe para a manutenção e troca do veículo.

Trabalhar como Taxista Co-proprietário / Auxiliar
É uma combinação contratual privada entre dois motoristas autônomos. Um deles é o titular do alvará e o segundo motorista pode ser um co-proprietário ou um motorista auxiliar com autorização do Departamento de Transporte Municipal para dividir o carro com o titular. A diferença entre eles é que o primeiro tem participação na propriedade do veículo e é segundo titular do alvará; e o segundo apenas tem autorização para dirigir e, portanto, explorar o carro licenciado. A relação entre os motoristas envolve o pagamento de uma taxa diária ao permissionário. Questões como: seguro do veículo, manutenção, troca do veículo, bem como taxas Municipais são combinadas entre as partes.

Automação

Sob um ponto de vista mais amplo podemos considerar alguns instrumentos / acessórios utilizados pelos motoristas de táxi como ferramentas com recursos de automação, dentre eles:
-Dispositivos de segurança e localização do veículo em caso de roubo/furto;
- GPS - Global Positioning System que utiliza sistemas eletrônicos de rastreamento remoto via satélite e é usado com freqüência, especialmente pelos taxistas das grandes cidades para localização de ruas e auxílio no deslocamento;
-Taxímetro, particularmente aqueles que possuem a emissão do ticket / recibo de corrida através de impressora acoplada.

Em relação às empresas, associações e cooperativas de táxi, é comum o uso de sistemas de controle de frota, com funcionalidades tais como: Gestão de credenciados, convênios, rastreamento veicular, cadastro de clientes, agendamento de corridas, dentre outras possibilidades. Os aplicativos mais conhecidos são:

Taxiweb ? Website: http://www.taxiweb.com.br

ENDSIS Táxi - Win Port ? Website: http://www.ciadosoftware.com.br

Canal de Distribuição

Trata-se de uma prestação de serviços direta sem a necessidade de canais de distribuição.

Todavia, em alguns municípios com aeroportos de grande movimentação de passageiros, é comum a concessão de espaços para empresas de táxi instalar pontos de venda do serviço.

Investimentos

Para ter seu próprio táxi, além de comprar um veículo nos padrões exigidos pela Secretaria de Transporte do Município, o interessado deve obter um alvará, concedido pelo Município ou repassado por proprietários de uma dessas permissões.
Após comprar o alvará e o veículo (a aquisição do veículo ?zero quilometro? goza de benefícios de isenção de IPI e ICMS ? vide item LEGISLAÇÃO APLICÁVEL), o interessado deve colocar o taxímetro e pagar as taxas municipais.
Estimamos que, em média, nas capitais brasileiras, a compra de um carro próprio com alvará fique em torno de R$ 160.000,00. Isto sem considerar a compra da vaga para estacionar ou cota para ingressar em cooperativas, pratica comum nas grandes cidades, que podem chegar a valores adicionais em torno de até R$ 50.000,00,

Capital de Giro

Custos

São todos os gastos realizados na produção e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como: combustível, reposição de peças, depreciação e manutenção dos equipamentos, etc.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

É importante notar que, quanto menores forem os custos, menor também será a necessidade de disponibilidade de capital de giro, liberando recursos para novos investimentos produtivos ou aumentando a lucratividade do empreendimento.

Os custos típicos de um taxista autônomo que possua um carro próprio podem ser estimados em gastos Fixos e Variáveis conforme abaixo:

Variáveis
São os gastos que irão variar conforme a utilização do táxi. Isto é, quanto mais o veiculo circular maior são estes gastos e vice versa. Exemplo:
- Combustível - R$ 1.500,00
- Manutenção (óleo, vela e pequenos reparos) ? R$ 250,00

Gastos Fixos
Além dos gastos variáveis (diários) o taxista com carro próprio irá necessitar guardar recursos (provisionar mês a mês) para fazer frente às despesas fixas, cujo desembolso independe do número de quilômetros rodados pelo veículo:
-Taxa anual de Fiscalização de Transporte de Passageiros ? R$ 350,00/ano;
- Imposto Sindical do Permissionário ? R$ 100,00/ano;
- Desinsetização contra vetores e pragas urbanas ? R$ 150,00/ano;
- Pagamento Simples e/ou INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) do Permissionário ? R$ 300,00/mês;
- Aferição do taxímetro expedido pelo IPEM/RJ e atualizado ? R$ 50,00/ano;
- Apólice de seguro de responsabilidade civil a favor de terceiros, com cobertura por danos pessoais, por pessoa atingida, transportada ou não, no valor mínimo de R$5.000,00 (cinco mil reais), e cobertura por danos materiais, no valor mínimo de R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais) ? R$ 250,00/mês;

Outros Gastos
Embora não necessite desembolsar tais valores todos os meses, sugerimos que o taxista provisione recursos para fazer frente a gastos que têm grande probabilidade de ocorrerem, no exercício de seu trabalho, são eles:
- Recursos para reparos do próprio táxi em caso de batida / acidente ? R$ 150/ mês;
- Recursos para troca do veiculo (depreciação e reposição) ? R$ 1.500,00/mês.
- Multas ? R$ 100,00/mês

Observação:
BENEFÍCIO TRIBUTÁRIO - É a isenção de impostos - IPI e/ou ICMS - ou parte deles. O benefício tributário incide sobre Veículos de aluguel (táxis). O taxista autônomo também tem isenção do IPVA ? Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. A isenção restringe a transferência de propriedade do veículo por um período de dois anos.

Como agregar valor

Os serviços de táxi nas grandes capitais do Brasil e do Mundo ganham a cada dia inovações e melhorias, como outros tipos de prestação de serviço. Assim, alguns motoristas costumam buscar formas de diferenciar-se e agregar valor ao serviço de transporte oferecendo facilidades aos passageiros que não só ajudam a aumentar o faturamento, mas também a estabelecer um vinculo de confiança com a clientela. Dentre estas facilidades incluem-se:
- City Tour;
- Translado (exemplo: aeroporto-hotel, hotel-escritório, etc.) programados com o cliente;
- Viagens de curta-distância;
- Entrega de encomendas;
- Transporte para consulta médica (serviço de transporte para idosos ou doentes ao médico ou exame e retorno deste ao seu lar);
- Propaganda na área externa e/ou interna do veículo (Uma média de 30 pessoas por dia fica de 15 a 40 minutos dentro de um táxi). Esta é uma boa oportunidade de divulgação para muitos produtos e de faturamento para o dono do taxi.

Os táxis especiais ainda têm um papel diferenciado nestes mercados. Com as inovações automobilísticas e a violência vivida por algumas cidades brasileiras, já surgem o táxi blindado. Trata-se de serviços diferenciados, que trazem acesso à internet, motoristas bilíngües, e uma infinidade de serviços complementares.

Divulgação

Uma boa análise do mix do marketing para este tipo de serviço (Produto, Preço, Praça, Promoção, Pessoas) fornece uma boa dica de como o taxista pode melhorara a divulgação de seus serviços:

- Produto (serviço de transporte de passageiro): Deve, obrigatoriamente, ser aquele desejado pelo cliente, estar dentro das suas expectativas e satisfazer suas necessidades. Um veículo bem conservado e equipado com itens que proporcionem maior conforto ao cliente ajuda a satisfazer estas necessidades.

- Preço: Neste seguimento os preços (tarifas) são estabelecidos por Lei. Portanto, legalmente, não podem ser utilizados como instrumentos de competição e captação de clientes.

- Praça: Este é um fator crítico de sucesso em qualquer negócio. Para o taxista especialmente, a escolha de um bom ponto, pode representar significativa redução de custo e incremento de receita.

- Promoção: Há um provérbio popular que diz: ?A propaganda é a alma do negócio?, e, realmente, ele tem toda a razão, pois se não divulgarmos o produto aos clientes, eles não saberão da sua existência e não poderão adquiri-lo. Como forma de divulgação de seu trabalho e facilitar o contato, muitos motoristas autônomos oferecem aos seus clientes cartões de visita com dados para contato. Outra forma de divulgação feita pelos motoristas autônomos são as parcerias com boates, hotéis, restaurantes, etc. para o transporte de seus clientes.
As associações, cooperativas e empresas de táxi (frota) utilizam diversas mídias para Promoção de seus serviços dentre eles guias turísticos, jornais, revistas, dentre outras mídias impressas e eletrônicas (rádio, internet, etc.).

- Pessoas: Neste caso, o taxista é o próprio agente de marketing de seus serviços. Ser cordial, trajar-se corretamente e relacionar-se bem com seus clientes são determinantes para o sucesso em qualquer profissão (vide item CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO EMPREENDEDOR).

Informaçes Legais

Eventos

Feiras

Taxi-Point ? Feira Brasileira dos Fornecedores para o Setor de Táxi.
Organização: Grupo Cipa
Endereço: Rua Correia de Lemos, 158C, Chácara Inglesa - Tel.: (11) 5585-4355
Website: http://www.feirataxipoint.com.br


Cursos

ESCOLA DO TRANSPORTE / SEBRAE

- Taxista Nota 10: Dividido em dois subprojetos voltados para a gestão de negócios e o ensino de línguas estrangeiras, o projeto Taxista Nota 10 pretende melhorar a qualidade dos serviços prestados por autônomos, microempresários e cooperativados.

- Gestão de Negócios para Microempresas e Empreendedores Individuais de Transporte: prevê a qualificação de gestores de microempresas e de cooperativas, além de transportadores autônomos e de empreendedores individuais dos segmentos de transporte rodoviário de cargas, transporte escolar e transporte de fretamento e turismo.

Estes cursos fazem parte do Convênio assinado no final de 2010 por estas instituições para capacitação gratuita de 80 mil taxistas, por meio de programas educacionais à distância. As inscrições para os cursos poderão ser feitas a partir do segundo semestre de 2011. Informações disponíveis em http://www.escoladotransporte.org.br/Paginas/Jaques-Colin-e-Kip-Galand-Resultado s.aspx. Acesso em 14 mai 2011.


SEST/ SENAT

Atualização para Condutor de Táxi

O Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) são entidades civis sem fins lucrativos criadas com o objetivo de valorizar os trabalhadores do setor de transporte e possui presença em todos os estados brasileiros. Na área educacional, o SEST/SENAT possui diversos programas de aprendizagem, que incluem preparação, treinamento, aperfeiçoamento e formação profissional na área de transporte. A lista de cursos e locais onde são ministrados está disponível em http://www.sestsenat.org.br/Paginas/Educacao.aspx. Acesso em 12 mai 2011.

Entidades

ANTP ? Associação Nacional de Transportes Públicos
Alameda Santos nº 1000 - 7º andar - conj. 71, São Paulo/SP ? CEP 01418-100
Fone: 11 3371 2299
Website: http://portal1.antp.net/site/Apoio/apresentacao.aspx

CNT - Confederação Nacional do Transporte
Endereço: SAUS Q. 1 ? Bloco J ? Entradas 10 e 20 ? Ed. CNT ? 10º andar ? 70070-944 ? Brasília/DF
Telefone: 0800 728 2891
Website: http://www.cnt.org.br

CONTRAN / DENATRAN ? Conselho Nacional de Trânsito e Departamento Nacional de Trânsito.
Endereço: Setor de Autarquias Sul, Quadra 1, Bloco H, 5º andar CEP 70070-010 Brasília-DF
E-mail: denatran@cidades.gov.br
Website: http://www.denatran.gov.br

ESCOLA DO TRANSPORTE
Endereço: SAUS Q. 1 ? Bloco J ? Entradas 10 e 20 ? Ed. CNT ? 10º andar ? 70070-944 ? Brasília/DF
Website: http://www.escoladotransporte.org.br

MINISTÉRIO DO TRANSPORTE
Esplanada dos Ministérios, Bloco "R"
CEP: 70.044-900 - Brasília/DF
PABX (0XX61) 2029-7000
Website: http://www.transportes.gov.br

SEST - Serviço Social do Transporte e SENAT - Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte.
Endereço: SAUS Q. 1 ? Bloco J ? Entradas 10 e 20 ? Ed. CNT ? 10º andar ? 70070-944 ? Brasília/DF.
Telefone: 0800 728 2891
Website: http://www.sestsenat.org.br

Normas Técnicas

As normas técnicas são documentos de uso voluntário, sendo importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer quesitos de qualidade, desempenho, de segurança. Não obstante, pode estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar, classificações ou terminologias e glossários. Definir a maneira de medir ou determinar as características, como métodos de ensaio. As Normas técnicas são publicadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas).
A norma técnica ABNT NBR 15284:2005 Turismo - Motorista de táxi - Competência de pessoal é aplicável ao negócio.

Glossário

AVALIÇÃO PSICOLÓGICA - É um exame de caráter eliminatório para avaliar a personalidade, as aptidões percepto-motoras e racionais e o nível mental do motorista. Ele é exigido para a concessão da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) e da Carteira Nacional de Habilitação, e também na renovação de carteira de motorista que exerce serviço remunerado de transporte de pessoas ou bens, e na substituição do documento de habilitação obtido em país estrangeiro. A avaliação psicológica também pode ser solicitada pela perícia do Detran.

BANDEIRADA: Taxa mínima marcada pelo taxímetro dos táxis, a partir da qual começa a contar a importância da corrida, após o abaixamento da bandeira. Quando se utiliza taxímetro, este é previamente aferido e calcula a tarifa a partir do somatório da tarifa inicial, também conhecida como bandeirada, com a tarifa métrica ou horária. A tarifa métrica mais comumente utilizada é a BANDEIRA 1; a BANDEIRA 2 costuma ser acionada quando há fatores que justifiquem um acréscimo no valor da corrida (horário noturno, estrada de terra, etc.) O taxímetro comuta o sistema de medição para tarifa horária, quando o veículo está em baixa velocidade ou parado.

CATEGORIA de HABILITAÇÃO - É a habilidade e a responsabilidade que se requer do condutor, em função da utilização do tipo de veículo que ele dirigirá. O art. 143 do Código de Trânsito Brasileiro dispõe que os candidatos poderão habilitar-se nas categorias de A a E, abaixo discriminadas:

I ? Categoria A ? condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
II ? Categoria B ? condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria A, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda a oito lugares, excluído o do motorista;
III ? Categoria C ? condutor de veículo motorizado utilizado em transporte de carga, cujo peso bruto total exceda a três mil e quinhentos quilogramas;
IV ? Categoria D ? condutor de veículo motorizado utilizado no transporte de passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o do motorista;
V ? Categoria E ? condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas Categorias B, C ou D e cuja unidade acoplada - reboque, semirreboque ou articulada - tenha seis mil quilogramas ou mais de peso bruto total, ou cuja lotação exceda a oito lugares, ou, ainda, seja enquadrada na categoria trailer.

CATEGORIA DE VEÍCULOS - Existe vários tipos de categoria para diferentes tipos de veículos (consultar o Código de Trânsito Brasileiro). As principais são:
Aluguel - O veículo é utilizado para transporte remunerado de carga ou passageiro.
Particular - Utilização do veículo para fins particulares.

LOTAÇÃO - Carga útil máxima (incluindo condutor e passageiros) que o veículo pode transportar. A carga é expressa em quilogramas, para os veículos de carga, ou em número de pessoas, no caso de veículos de transporte coletivo.

TAXIMETRO: Taxímetro é um aparelho de medida, mecânico ou eletrônico, semelhante a um odômetro, normalmente instalado nos táxis. Mede o valor cobrado pelo serviço, com base em uma combinação entre distância percorrida e tempo gasto no percurso. A forma reduzida de "taxímetro" deu origem à palavra táxi.

Dicas de Negócio

O condutor de táxi não pode descuidar da saúde, já que fica praticamente 12 horas sentado na mesma posição. Problemas como lesão por esforço repetitivo, varizes e dores na coluna devido à má postura podem ser prevenidos com atividades físicas e alimentação equilibrada.

O estresse devido ao trânsito ainda é o maior inimigo dos taxistas. Uma forma de minimizar os seus efeitos e relaxar são as sessões de RPG (reeducação postural global) com um fisioterapeuta.

O exame de acuidade visual deve ser realizado com freqüência. Usar protetor solar e óculos de sol de boa qualidade também fazem parte dos cuidados preventivos.

A manutenção do carro é importante. Devido ao desgaste, já que muitos veículos rodam praticamente 24 horas por dia.

Caracteristicas

Além de estar devidamente habilitado com sua CNH em dia e cadastrado na Secretaria de Transporte do município onde pretende trabalhar, o taxista deve reunir características pessoais tais como:
-Gostar de dirigir;
-Ter atenção e respeitar as regras de trânsito;
-Conhecer bem a cidade onde trabalha;
-Comunicar-se de maneira eficaz com os passageiros e estar apto a fornecer qualquer informação sobre os pontos turísticos da cidade;
-Ser prestativo, paciente e cordial, especialmente com pessoas idosas ou deficientes no seu acesso e desembarque do táxi;
-Possuir senso de limpeza e manter o seu veículo em bom estado de conservação;
-Apresentar-se adequadamente vestido e asseado para o trabalho.

Bibliografia

Associação Nacional de Transportes Públicos ? ANTP. 1997. Transporte Humano: cidades com qualidade de vida. Coordenadores: A.B.Pires, E.A. Vasconcelos, A.C. Silva. Apresentação Rogério Belda. ANTP. São Paulo.

Associação Nacional de Transportes Públicos ? ANTP. 2003. Manual 10. Administração dos Serviços de Táxi. ANTP. São Paulo.

Cruz, R.M, Hoffmann, M., Alchieri, J.C Comportamento Humano no Trânsito. São Paulo. Casa do Psicólogo. 2003.

Dias, F. A. O. P. (2007). Serviços de Táxi: Elementos para um Novo Modelo Regulatório. Dissertação de Mestrado, Publicação T.DM-010A/2007, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, Brasília, 98 p. Disponível em http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2782 Acesso em 10 mai 2011

Rey, B. Profissão: taxista. São Paulo. Fundação Getúlio Vargas. 2007. Disponível em http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/7161/taxistas.pdf? sequence=1. Acesso em 10 mai 2011.